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Por que tantas mulheres evitam divulgar o próprio trabalho?

Foto do escritor: Marketing Crialuz
Marketing Crialuz
há 8 horas
4 min de leitura

Pesquisas mostram que, em média, mulheres descrevem o próprio desempenho de forma menos favorável que homens com resultados iguais, e divulgam menos o próprio trabalho na internet. Para profissionais liberais e empreendedoras, isso tem um custo concreto: o trabalho bom existe, mas circula pouco. Uma marca pessoal bem construída ajuda a mostrar esse trabalho com conforto e verdade.



O que as pesquisas mostram sobre mulheres e autopromoção?


Um dos estudos mais citados sobre o tema é "The Gender Gap in Self-Promotion", de Christine Exley e Judd Kessler, publicado como texto para discussão do NBER. A pesquisa reuniu mais de 4 mil participantes de plataformas de trabalho online e mais de 10 mil estudantes em idade escolar.


O resultado chama atenção. Em uma escala de 0 a 100, mulheres que tiveram o mesmo desempenho que homens avaliaram a frase "fui bem no teste" cerca de 13 pontos abaixo deles. E a diferença permaneceu mesmo quando os incentivos para se promover foram retirados.


Um estudo mais recente olhou para a internet. Pesquisadores da Universidade de Michigan, da City University of Hong Kong e da Northwestern analisaram seis anos de dados, com 23 milhões de posts sobre 2,8 milhões de artigos científicos de 3,5 milhões de cientistas. Segundo a Universidade de Michigan, as mulheres se mostraram cerca de 28% menos propensas a divulgar os próprios artigos no X, e a diferença foi maior entre as mais produtivas e reconhecidas.



Por que isso pesa tanto para profissionais liberais?


Para quem trabalha por conta própria, a visibilidade faz parte do sustento. Uma médica, uma nutricionista, uma consultora ou uma terapeuta depende de ser lembrada no momento em que alguém precisa do que ela oferece.


No ambiente corporativo, o efeito também aparece. Uma coluna publicada pelo Central do Varejo reúne dados do LinkedIn segundo os quais mulheres são 45% da força de trabalho e ocupam 32% dos cargos de gerência. A tese da autora é que muitas líderes competentes ficam para trás porque não são vistas.


Quando levamos essa lógica para o consultório ou para o pequeno negócio, a conta é parecida. Quem fala pouco do próprio trabalho deixa espaço para que outras vozes, às vezes menos preparadas, ocupem a conversa.



Divulgar o próprio trabalho é uma forma de vaidade?


Muitas mulheres que chegam até nós carregam essa dúvida. Existe um receio legítimo de parecer arrogante, de soar como propaganda, de se expor demais.


Vale olhar a questão por outro ângulo. Divulgar o trabalho com clareza é uma forma de informar. A pessoa que precisa de uma nutricionista que entende de rotina corrida, ou de uma consultora especializada em pequenos negócios familiares, só vai encontrá-la se essa profissional disser, com todas as letras, o que faz e para quem.


Visto assim, comunicar bem se aproxima de um gesto de cuidado com quem está procurando ajuda.



Como construir visibilidade sem se trair?


Na Crialuz, praticamos slow branding. A marca nasce de dentro para fora, no ritmo de quem a constrói. Nosso manifesto diz que toda marca nasce duas vezes: primeiro dentro de quem a cria, depois no mundo. A dificuldade de se mostrar costuma morar no intervalo entre esses dois nascimentos.


Por isso o nosso método começa pela Raiz e pela Essência. É ali que a profissional reconhece sua história, seus valores e o tipo de trabalho que quer assinar. Em Diagnóstico e Diferenciação, ela descobre o que a torna única no mercado. Só depois chegamos à Expressão e Manifestação, quando a marca ganha voz, imagem e presença.


Quando esse caminho é feito com calma, falar do próprio trabalho fica mais leve, porque a profissional fala do que conhece, do jeito que conversa com seus clientes.


Algumas práticas ajudam nessa travessia:


  • escrever, em uma frase, o que você faz e para quem;

  • mostrar o processo do seu trabalho, além do resultado;

  • registrar perguntas frequentes de clientes e transformá-las em conteúdo;

  • escolher poucos canais e manter um ritmo possível para a sua rotina.


Esse ritmo sustentável conversa com o momento das redes. Entre as tendências de marketing para 2026 apontadas pela Kantar está o movimento das pessoas em direção a microcomunidades, onde autenticidade e relevância geram mais engajamento do que alcance. Para muitas profissionais, uma audiência menor e mais próxima é exatamente a que faz sentido.


Foi esse o trabalho que fizemos com Amanda Pessoa. Depois de uma carreira como alta executiva do Banco Itaú, ela fez a transição para a consultoria financeira com foco no público feminino, e o desafio era traduzir essa trajetória para uma comunicação digital assertiva. O projeto passou pelo mapeamento de diferenciais, pela construção de narrativa, pela consultoria de conteúdo e de imagem e por um ensaio fotográfico editorial. Conheça o case completo de Amanda Pessoa.


  • Amanda Pessoa em ensaio do projeto da Crialuz
  • Amanda Pessoa em ensaio do projeto da Crialuz
  • Amanda Pessoa em ensaio do projeto da Crialuz


Por onde começar se eu nunca falei do meu trabalho?


Comece pelo que já existe. Releia mensagens de clientes, anote o que eles valorizam e perceba quais palavras se repetem. Essas pistas costumam revelar o coração da sua marca.


Depois, revise o lugar onde as pessoas chegam primeiro: a bio do Instagram, o perfil do LinkedIn, a página do Google. Ali, uma frase clara sobre o que você faz já muda muita coisa.


Para profissionais da saúde, vale lembrar que cada conselho tem regras próprias de publicidade. Uma marca pessoal bem construída respeita essas regras desde o primeiro passo.


Se você sente que seu trabalho merece ser mais conhecido e quer fazer isso do seu jeito, a Crialuz está aberta para uma conversa tranquila sobre o seu momento.




Perguntas frequentes


É vaidade investir em marca pessoal?


Marca pessoal organiza o que você faz e para quem, de forma que as pessoas certas consigam encontrar e entender o seu trabalho. Feita com verdade, ela informa e aproxima.


Preciso aparecer em vídeo para ter uma marca pessoal forte?


Não necessariamente. Texto, fotografia, site e presença no Google também constroem marca. O formato ideal é aquele que você consegue sustentar com naturalidade.


Com que frequência devo publicar?


Com a frequência que cabe na sua rotina. Um ritmo constante e possível costuma funcionar melhor do que fases intensas seguidas de longos silêncios.


Marca pessoal funciona para quem é tímida?


Funciona. Uma marca pessoal bem construída parte da sua forma real de se comunicar, inclusive da discrição. Muitas marcas fortes são calmas e reservadas.


Qual é o primeiro passo?


Escrever em uma frase o que você faz e para quem. Essa frase orienta a bio, os conteúdos e as conversas com clientes.




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